Compradores ofertam mais pela soja brasileira na tentativa de originar produto, diz analista

O mercado da soja teve um dia de preços estáveis na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta quinta-feira (27). De acordo com o analista de mercado Adriano Gomes, da AgRural, os números são reflexo dos acontecimentos da semana. Na terça-feira, o milho subiu, com previsão de chuvas para o Meio-Oeste e, em consequência disso, a soja caiu, pois problemas no milho podem gerar migração de área. Entretanto, na quarta-feira, os mapas estavam mostrando menos chuvas para as próximas semanas e, assim, milho e soja caíram.

Hoje, a demanda por soja americana, que continua firme, pode ter justificado o suporte para as cotações. O novo relatório divulgado de exportações semanais dos Estados Unidos mostra, novamente, números acima da expectativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Já são 56,4 milhões de toneladas de soja exportada, contra 55,1 milhões de toneladas estimadas pelo USDA até o final da temporada.

Do lado da oferta, há uma safra recorde em curso na América do Sul, em especial no Brasil. Somada com a safra americana passada, que pode ser maior do que a estimada, dados os números de exportação, o mercado vem recebendo bastante suporte deste lado também.

No Brasil, a comercialização se encontra parada e os produtores só vendem para cumprir contratos e ajustar o fluxo de caixa. Porém, informações dão conta de que empresas exportadoras estariam oferecendo um preço a mais para originar soja e cumprir contratos de exportação. Ontem, o dólar também chegou na casa dos R$3,20, o que deu uma ajuda para o mercado, com algumas praças chegando a preços de até R$2 a mais - com isso, alguns produtores acabaram negociando, mas não há nenhuma negociação muito grande.



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