Brasil voltará a exportar vacinas contra a febre amarela

GENEBRA - O Brasil voltará a exportar vacinas contra a febre amarela e, em julho, planeja vender para a Organização Mundial da Saúde (OMS) um total de 1 milhão de doses. O volume deve aumentar até o final do ano. A decisão será anunciada publicamente ainda nesta segunda-feira, 22, pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, que está em Genebra, na Suíça, para reuniões na OMS. Na manhã desta segunda-feira, em um encontro fechado com outros ministros da Saúde de países das Américas, ele já revelou o objetivo de exportação do Brasil.

Vacina contra a febre amarela

Vacinação. Entre os sintomas da febre amarela estão febre, calafrios, perda de apetite, náuseas, dores de cabeça e musculares, principalmente nas costas Foto: José Luís da Conceição/Estadão
Entre os dirigentes da entidade internacional, o gesto do Brasil é comemorado. A OMS estima que não conte com vacinas em quantidades suficientes para atender a surtos pelo mundo e, portanto, criou uma espécie de fundo de vacinas que pode ser distribuída em caso de uma emergência. No total, a OMS indica que já despachou para diferentes países africanos mais de 30 milhões de doses de vacinas em 2016.

A volta da exportação brasileira ocorre dois meses depois que, em resposta ao surto de febre amarela no Brasil, a mesma OMS destinou ao País 3,5 milhões de doses de vacina contra a doença. Elas faziam parte do estoque de emergência controlado pelo Grupo de Coordenação Internacional sobre o Fornecimento de Vacinas.



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