Carlos Tavares: Embaixador Li, a Rota da Seda e a reabertura dos cassinos

CINTURÃO E ROTA

A invenção da seda ocorreu há 6 mil anos, mas a China só começou a exportá-la 2.300 anos atrás, no primeiro império. Nas primeiras missões comerciais, a longa comitiva de camelos, partindo da antiga capital Xian, no centro/norte, atravessava o deserto, chegando à Europa para vender o tecido ao rico Império Romano. A história passou a denominar o fato e a extensa estrada de 7.000 km da Rota da Seda, ideia que o presidente Xi Jinping bem aproveitou para lançar o grandioso plano sob o título acima, que vai conectar a Ásia com a Africa e Europa. Explicando melhor o assunto, em artigo no Globo, o embaixador Li Jinzhang informa que representantes de cem países e 30 chefes de Estado participaram, em Pequim, do Forum Cinturão e Rota para Cooperação Internacional. E acrescentou que a iniciativa “abrange a conexão de politicos, infraestrutura, comércio e financiamento, bem como o entendimento entre os povos.”

CASSINOS

O imperdoável erro do fechamento dos cassinos – pelo general-presidente Dutra há 70 anos – causou irremediáveis danos à economia nacional (turismo, arrecadação, emprego) dificéis de calcular. Apenas alguns resultados podem oferecer certa dimensão do desastre verificado, igualmente de difícil recuperação. O Rio que era uma das “dez cidades mais visitadas do mundo”, em 2016 despencou para a 92º colocação. Também segundo a OMT, o Brasil agora um dos últimos no ranking dos 180 países membros, registra apenas 0,3% do Produto Interno Bruto de renda com o turismo. Apesar da lamentavel turbulência política atual, alguns projetos econômicos importantes – como o de reabertura dos cassinos – não podem ficar paralisados. A rápida aprovação da proposta existente no Congresso para essa medida propiciaria a imediata entrada de investimento das grandes cadeias de hotéis com cassino - algumas já aqui existentes como a Hilton, Meliá, Accor, Sheraton e outras - estimulando o turismo, aumentando a arrecadação e criando empregos.


EXPOSIÇÃO

Demonstrando o bom entrosamento das duas superpotências também na área de turismo/cassinos, a Associação Americana de Jogos de Azar acaba de realizar a 11ª edição da Exposição/feira para venda e divulgação de material para jogos e cassinos, na cidade chinesa de Macau. Participaram 180 empresas expositoras e foram mais de mil compradores de 90 países. A exposição teve lugar no imenso e magnífico Venetian Hotel, do grupo americano Sands, o maior cassino do mundo com 5,8 mil quartos, 500 lojas, 50 restaurantes e área de 28 mil m² para os jogos, onde é proibido o ingresso de menores de 21 anos. Desde a sua fundação, em 2007, o cassino vem recebendo a média de 80 mil turistas/dia. Já visitei o Venetian, é, de fato, espetacular. Macau, com seus 37 cassinos, tornou-se um dos trunfos do turismo chinês, que, este ano, representará 12% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Em 2016 o Venetian recebeu quatro vezes mais turistas que todo o Brasil, com Olimpíadas e tudo (apenas 6,6 milhões).



menu
menu